Museu Banpo

Depois de demorar praticamente um mês para atualizar… Não, eu ainda não vou falar sobre os Guerreiros de Terracota. Mas, sabe como é, né? Antes de ir lá a gente visitou o Museu Banpo e eu tô tentando manter a ordem cronológica da coisa toda…!
Mas então. O Museu Banpo é um sítio arqueológico de mais de 6000 anos de idade… É incrível chegar num lugar e ver onde as pessoas viveram há tanto tempo!

Eu e a Fê na entrada do Museu

Eu e a Fê na entrada do Museu

E é super legal lá… É possível ver a fundação das casas, a organização de toda uma sociedade do período Neolítico e até a entender um pouco a maneira como eles viviam.
As casas eram provavelmente feitas de madeira e barro, em formatos circulares e com uma espécie de buraco mais fundo no solo para armazenar a comida e manter os alimentos frescos e outro buraco no centro da casa para manter uma fogueira que aquecia todos.

Eu e o Breno com as fundações das casas ao fundo.

Eu e o Breno com as fundações das casas ao fundo.

E o mais legal é que as escavações descobriram algumas relíquias praticamente intactas, que ajudou muito no estudo da história do povo. Por exemplo: quando alguém morria, mas tinha levado uma vida boa e era uma boa pessoa, era enterrado virado para cima (como hoje em dia) e com uma porção de objetos pessoais, vasos de cerâmicas e outras coisas que poderia precisar “do outro lado”.

Restos mortais de uma "boa pessoa"

Restos mortais de uma "boa pessoa"

Mas se o morto fosse alguém ruim, um assassino ou mesmo um traidor ou ladrão, era enterrado com o rosto virado para baixo e sem objetos pessoais para acompanhar. O fato de enterrar para baixo é que fica mais rápido de ir para o inferno, pegou? (Tá, isso é coisa que eu pensei, ninguém falou pra mim mas eu achei uma conclusão lógica!).

Restos mortais de uma "pessoa ruim"

Restos mortais de uma "pessoa ruim"

Então, é isso… O Museu Banpo! Agora eu prometo, o próximo post realmente é sobre os Exército de Terracota.

Mas antes que eu me esqueça… Como em todos os outros lugares na China e no mundo, tem lojinhas de todos os tipos na saída do museu. Inclusive tem uma que vende pinturas de fazendeiros que vivem na região…
Só queria saber o que passa na cabeça do que pintou essa imagem abaixo:

Xixi, que delícia!

Xixi, que delícia!

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Published in: on 21/07/2010 at 18:51  Comments (5)  
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Han Wang

Domingo nós fomos à Han Wang. A demora do post se justifica pela falta de vontade de arrumar as fotos para mostrar.
Seguinte: Hanwang, cidade de 60 mil habitantes, fica a cerca de 30 km de Wenchuan, onde ocorreu o epicentro do terremoto de 2008 aqui na China. E aproximadamente 80km da cidade onde a gente está morando.
Pois então. No sábado 4 amigos nossos (3 chineses e um francês) nos convidaram para ir lá. De acordo com eles, a gente ia para ver um monumento, uma homenagem que foi feita aos mortos no terremoto. Só que a idéia de homenagem para eles é diferente da nossa. Chegando lá, tudo o que tinha era uma cidade fantasma, abandonada do jeito que tinha ficado após o terremoto. Todas as ruínas, os prédios, as casas destruídas e objetos que foram largados para trás.

Terremoto

Entrada da cidade.


E a gente lá. Passeando. Pois é. Se eu soubesse como seria de fato, provavelmente não teria ido. Se bem que acho que foi o único jeito de realmente entender como eles vêem a morte. E mesmo assim acho que ainda não entendi direito.
Na cabeça deles, as ruínas são um sinal de esperança. Sei lá de onde que eles tiraram isso. Mas é o que eles acham. E eles vão manter intactas as ruínas de um terremoto que matou mais de 60 mil pessoas, deixou mais de 350 mil machucados e outros 20 mil ainda desaparecidos. Isso mesmo: onde a gente estava tinha corpos embaixo, de milhares de pessoas que não foram achadas nos destroços.
Escolinha

Escola infantil em meio aos destroços.


Além disso, as ruínas serão usadas para estudo de engenharia, para saber qual o impacto causado nos prédios. Isso e outras coisas mais que eles acham que podem aprender com aquilo lá.
E fica ainda mais estranho. A cidade é completamente deserta, abandonada. Parece mesmo uma cidade fantasma. Só ficam por lá alguns policiais e funcionários que vigiam a ruína e auxiliam os “turistas”. E os vendedores. Tem banquinhas de vendedores lá. Umas seis ou mais bancas. E o que eles vendem? DVDs do dia do terremoto. É, pois é. E ficam passando isso lá o tempo todo, relembrando todo o fato. E as pessoas compram esse DVD e levam pra casa. Eu achei bizarro. Isso foi uma coisa que eu não consegui entender de maneira alguma.
DVD

Venda de DVDs.


Mas é isso. No mais, vou colocar o restante das fotos no flickr. Vale a pena ver, pra quem tiver curiosidade.

Published in: on 14/04/2010 at 7:52  Comments (6)  
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