Tailândia

Do dia 28 de junho ao dia 03 de julho, estivemos na Tailândia. Visitamos Bangkok (também conhecida como Krung Thep Mahanakhon Amon Rattanakosin Mahinthara Yuthaya Mahadilok Phop Noppharat Ratchathani Burirom Udomratchaniwet Mahasathan Amon Piman Awatan Sathit Sakkathattiya Witsanukam Prasit), Phuket e as ilhas Phi Phi.
Bangkok é linda e super moderna. Mas tem seu lado cultural muito bem preservado também, com vários templos budistas.
Ficamos no hotel Lebua State Tower, famoso por ter um super bar no 63º andar e por ter sido o cenário do filme Hangover II.

No SkyBar do Lebua State Tower.

No SkyBar do Lebua State Tower.


The Dome, no topo do hotel.

The Dome, no topo do hotel.


Andamos em mil feirinhas e aproveitamos os famosos tuk-tuk para passear.
No tuk-tuk.

No tuk-tuk.


Um dos dias foi para fazer um passeio mais espiritual. Fomos conhecer três templos – o Wat Traimit, o Wat Pho e o Wat Benjamabopit. Cada templo mais lindo que o outro e com uma característica singular.
Primeiro fomos ao Wat Traimit, famoso por um Buda de Ouro de 3 metros que pesa 5,5 toneladas! É a maior estátua de ouro maciço do mundo.
Templo Wat Traimit.

Templo Wat Traimit.


O Buda de Ouro.

O Buda de Ouro.


Agradecendo por tudo e pedindo um pouco daquele ouro todo!

Agradecendo por tudo e pedindo um pouco daquele ouro todo!


Em seguida fomos ao Wat Pho. Esse templo é conhecido por ser vizinho do Grande Palácio (casa do Rei), por ser lugar do nascimento da tradicional massagem tailandesa e por ser casa do Buda Reclinado – uma pequena estátua de 15 metros de altura e 46 metros de comprimento. Isso mesmo, 46 metros.
Entrada do Wat Pho.

Entrada do Wat Pho.


Buda Reclinado (15m x 46m).

Buda Reclinado (15m x 46m).


Esse templo é ativo. Ou seja, tem monges que moram lá e cerimônias. No dia que nós fomos era aniversário do monge mais antigo do templo, então estava tendo um almoço oferecido pela ThaiBev (explicando: eles acreditam que ganhar dinheiro com bebidas alcóolicas tem um grande impacto na vida espiritual, então as grandes empresas fazem doações para os templos como uma forma de “limpar” o mau causado).
Almoço budista.

Almoço budista.


Não nos juntamos ao almoço, mas recebemos uma benção dos monges.
Para proteção.

Para proteção.


Por último, fomos ao templo Wat Benjamabopit. O templo foi construído pelo quinto rei da Tailândia e chama a atenção por ser todo em mármore italiano. É lindo!
Templo Wat Benjamabopit.

Templo Wat Benjamabopit.


Depois pegamos um vôo para Phuket e um barco para a ilha Ko Phi Phi Don, onde ficava nosso hotel.
Barco de Phuket para Phi Phi.

Barco de Phuket para Phi Phi.


Ficamos hospedados no Phi Phi Island Village Beach Resort, ou como eu gosto de chamar, o paraíso na terra.
Como o resort é com praia particular, não tem acesso por terra. Então o barco pára no meio do mar e uma lancha do resort busca os hóspedes.
Trocando de barco.

Trocando de barco.


E a recepção feita pelo hotel é uma coisa linda. Você recebe um drink, uma funcionária preenche toda sua papelada e outro funcionário te acompanha levando suas malas ao bangalô. Isso, ao bangalô.
"Tomando meus bons drink."

"Tomando meus bons drink."


Bangalô 209.

Bangalô 209.


Fora a praia particular, tem uma piscina de borda infinita com um pool bar.
Um dia no paraíso.

Um dia no paraíso.


O nosso hotel era do lado da ilha Ko Phi Phi Le, onde tem a Maya Bay. Lá que foi gravado o filme A Praia. Alugamos um barco e fomos lá conhecer.
Pensa um lugar bonito. Pensou? Multiplica por um bilhão. É Maya Bay.
No barco, chegando em Maya Bay.

No barco, chegando em Maya Bay.


Breno nas areias de Maya Bay.

Breno nas areias de Maya Bay.


E lógico que a ilha é protegida, né?

E lógico que a ilha é protegida, né?


Avisando que o risco de repetir o tsunami de 2004 ainda existe.

Avisando que o risco de repetir o tsunami de 2004 ainda existe.


Nadando em mar aberto.

Nadando em mar aberto.


Vou parar por aqui por que eu sei que essas fotos causam uma certa vontade de largar tudo e mudar pra Tailândia. E também porque eu tenho que ir arrumar minha mala que sábado estamos indo pra Singapura. Espero voltar com várias fotos de fazer inveja de lá também.
See ya!

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Published in: on 29/09/2011 at 18:43  Comments (3)  
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Bali

Para comemorar o Ano Novo Chinês (que esse ano – 2011 – é o ano do Coelho) fomos para Bali!
Pegamos um avião de Chengdu para Guanzhou. Daí pegamos outro vôo para Jacarta. E de lá para Dempassar.
Ficamos hospedados no Resort Meliã Bali, na praia de Nusa Dua.

Vista do lobby de chegada do hotel.

Vista do lobby de chegada do hotel.


E no resort nós somos recebidos igual se vê em filme. As moças vestidas com a roupa tradicional trazem um drink prara os hóspedes recém-chegados.
Fazendo o check-in.

Fazendo o check-in.


Ao dar uma volta, só pra ter certeza que você realmente está no paraíso, é possível encontrar vários esquilos passeando pelo resort!
Tico, cadê o Teco?

Tico, cadê o Teco?


Vantagem máxima de ficar em um resort: geralmente esses locais têm praias particulares. Adoooro!
Praia praticamente nossa!

Praia praticamente nossa!


Apesar de querer ficar para sempre no resort, é bom sair e ir conhecer mais do lugar, certo?
Então fomos fazer um rafting e visitar o parque de elefantes!
O rafting é feito no início da tarde, aí vamos para o parque de elefantes. Lá é possível chegar bem pertinho dos bichos, até dar comida na boca! E depois a gente faz um safari noturno nos elefantes. 2 pessoas mais o “motorista” em um elefante. É incrível!
No final, um super jantar! E volta pro hotel, né?
Prontos para começar!

Prontos para começar!


Eu e a Adrila!

Eu e a Adrila!


O Breno não queria muito chegar perto deles, mas eu convenci para pelo menos uma foto, né?

O Breno não queria muito chegar perto deles, mas eu convenci para pelo menos uma foto, né?


Adrila colocando flores em mim.

Adrila colocando flores em mim.


Elefante bebê comendo maçã.

Elefante bebê comendo maçã.


Elefante descarado que queria comida na boca MESMO. Diretamente. Eu tinha que colocar a mão lá dentro!

Elefante descarado que queria comida na boca MESMO. Diretamente. Eu tinha que colocar a mão lá dentro!


O jantar pra finalizar.

O jantar pra finalizar.

Para não dizerem que nós ficamos só na praia do resort, fomos conhecer a praia mais badalada da ilha: Kuta.
Além de ser o ponto preferido dos surfistas, é lá que fica o centro da vida noturna de Bali. Onde ficam os bares, boates e o maravilhoso Hard Rock Café (onde eu comprei minha camiseta linda do Bon Jovi)!
Lá eu virei turista mesmo: fiz tatuagem de henna, trancinhas no cabelo, pintei a unha com florzinhas, comprei camiseta… Teve uma hora que tinha umas 6 moças locais em volta de mim! Foi meio assustador.
Mas o mais divertido é ver as diferenças locais. Enquanto de um lado tá uma mulçumana coberta dos pés à cabeça, do outro tem um monte de garotas topless. Divertido, não?

Tomando sol na praia de Kuta.

Tomando sol na praia de Kuta.


Cercada por nativas!

Cercada por nativas!


O ápice da diferença cultural.

O ápice da diferença cultural.


"Almoçando" no HardRock.

"Almoçando" no HardRock.


Rock'n Roll!

Rock'n Roll!

E foi isso. Aproveitei, descansei e me diverti! Me apaixonei pelo lugar…
Sabe o paraíso? Pois é. Não é nada se comparado à Bali.

Published in: on 23/04/2011 at 20:54  Comments (1)  
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Museus de Macau

O único dia que saímos do hotel (que era tão grande que consumiu os dois dias inteirinhos!) foi para visitar os museus de Macau.
Fomos primeiro ao Museu do Grande Prêmio. Inaugurado em 1993, o museu tem uma vasta coleção de carros de corrida, inclusive um do Ayrton Senna, que venceu o GP em 1983.

Breno e o carro do Senna.

Breno e o carro do Senna.


Macacão do Senna!

Macacão do Senna!

No mesmo prédio, tem o Museu do Vinho. Lá tem uma placa explicando que um dos objetivos do Museu é levar quem o visita a conhecer a importância social e cultural que o vinho tem na tradição portuguesa, na vida cotidiana e nos rituais festivos.
Os dois museus são grátis, mas no museu do vinho tem uma “degustação” que custa ¥10 (cerca de R$3,00). Aí você paga e bebe uma taça de vinho português. Mais barato do que muito bar que eu conheço.

Entrada do Museu do Vinho

Entrada do Museu do Vinho

E assim encerra o passeio por Macau. E, por mais que tenha placas e tudo mais de herança portuguesa, só se via português escrito mesmo. Ninguém lá fala a língua e muita gente estranha quando perguntamos se alguém sabia falar português.
E próximo post: Hong Kong!

Published in: on 16/09/2010 at 19:37  Comments (1)  
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Famen Temple

Para encerrar a viagem que fizemos a Xi’An e começar com a expedição por Hong Kong e Macau, vou contar sobre nosso último dia na cidade.
Visitamos o Famen Temple, que é para os budistas chineses o que é o Vaticano para os católicos do mundo inteiro. É uma construção grandiosa, todo em mármore e todo feito com doações. A guia falou que gastaram cerca de 1 bilhão de yuan na construção, mas eu achei meio exagero dela. Se bem que 1 bilhão de yuan é mais ou menos 350 milhões de reais e como é tudo de mármore e tem muita coisa de ouro, deve ser isso mesmo.

Guilherme e Breno na entrada do Templo.

Guilherme e Breno na entrada do Templo.


Lá tem várias construções, várias estátuas de budas gigantes e é uma área tãaao enorme, que pra ir de uma construção à outra é preciso pegar um carrinho que parece um daqueles de golfe. Mas tem gente que vai lá pra pagar promessa e faz o percurso a pé mesmo.
Imagina andar tudo isso no sol...

Imagina andar tudo isso no sol...


Aí chegamos lá no fim do caminho, maaais construções grandiosas.
Breno mostrando como é o prédio lá ao fundo!

Breno mostrando como é o prédio lá ao fundo!


De lugares para oração até museus com peças que foram localizadas em escavações depois do terremoto de 2008. Mas o charme do lugar fica nos detalhes… Lá, no meio de tanto mármore e tanto ouro, existem algum pequenos jardins super delicados e que aí sim você consegue sentir alguma paz.
Eu e as amigas dando um tempo.

Eu e as amigas dando um tempo.


Aí chegamos no prédio maior.
E pra explicar bem essa parte, é preciso de falar sobre o Siddhartha Gautama que foi o fundador do Budismo. Aí, nas escavações do templo, achou-se quatro “relíquias”: duas feitas de jade branca, uma esculpida por um antigo monge e a verdadeira relíquia. As três primeiras foram feitas para proteger a quarta e verdadeira relíquia, que é um objeto que tem células ósseas, mas não se parece com nenhum osso do corpo humano. Mas, como existe em toda religião, os cientistas declaram que esse tal “osso que não existe” pertence ao tal Siddhartha Gautama. Sacou? E lá no prédio maior que fica exposto a relíquia verdadeira.
Junto com uma estátua gigante do Buda a quem ela pertence.
E lógico que não pode tirar foto porque é algo sagrado. E lógico que a gente tirou foto porque eu queria postar aqui!
Então…
Siddhartha Gautama

Siddhartha Gautama


Outra coisa legal que tem lá dentro do templo é uma árvore de proteção. Funciona assim: você pega uma folha (no formato de folha mesmo, de árvore) e escreve a data da visita e seu nome. Aí amarra na corrente em volta da árvore para proteção. Legal, né?
Já amarradinha na árvore!

Já amarradinha na árvore!


E, como a visita que a gente fez ao templo foi no mesmo dia do casamento de uma das pessoas mais importantes pra mim, como não fazer uma folhinha pra ela também, né Letticiae?
Proteção para os noivos!

Proteção para os noivos!


Muito lindo o Famen Temple. Recomendo para quem for a Xi’An, mas vale lembrar que lá fica meio longe, cerca de 100km da cidade mesmo. Então compensa contratar a guia com a van, principalmente se estiver com um grupo de pessoas.
Fora todos os passeios, aproveitamos uma noite na cidade para ir ao teatro. Na verdade é possível assistir esse tipo de coisa aqui porque a apresentação é quase toda musical e a representação fica por conta das danças. E tudo o que é falado em chinês tem um letreiro do lado do palco que passa a tradução em inglês. É muito lindo e compensa depois de um dia de caminhada.
Mangas esvoaçantes é tão bonito!

Mangas esvoaçantes é tão bonito!

Published in: on 15/08/2010 at 22:26  Comments (3)  
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Exército de Terracota!

E, finalmente, chegou. O exército de terracota!
Muita história antes de tudo.
Os Guerreiros de Xian, como também são conhecidos, é uma herança que remete ao primeiro imperador da China, o Qin Shi Huang Di, que governou de 247 a.C. à 221 a.C (quase que ontem!).
A cultura chinesa prega que, quando alguém morre, leva tudo dessa vida para a outra. Sendo assim, os imperadores construíam verdadeiros palácios subterrâneos para servirem de mausoléus. O do Imperador Qin tinha cerca de 56 km²! Pois então… Entre várias coisas que foram enterradas com o imperador, como seus pratos e tesouros favoritos, 3000 concubinas (sim, enterradas vivas!) e até mesmo seus animais favoritos, estava o Exército de Terracota: cerca de oito mil estátuas de guerreiros, cavalos e carruagens todos feitos de forma única e diferenciada em terracota (pra quem não sabe o que é terracota, clica aqui que o Wikipedia explica!).
Reza a lenda que nenhum dos guerreiros é igual ao outro, todos eles tendo um penteado, um uniforme ou uma expressão diferenciada.
Mas, todo esse tempo embaixo da terra, o Exército só foi descoberto em 1974, por um fazendeiro que furava um poço para construir uma cisterna. Aí ele achou uma das estátuas, chamou o governo e tã-rãm: mais um local pra gente visitar na China!!!
E fato divertido: o fazendeiro que desocbriu está vivo até hoje, ainda mora no local e fica lá, autografando livros e tirando fotos com os turistas. Fotinha essa que rendeu uma aparição no Jacaré Banguela!

Até o Bill Clinton apareceu na foto...

Até o Bill Clinton apareceu na foto...


Mas o mais importante mesmo é o Exército, né?
Então, vamos as fotos.
Na primeira, tá a pessoa que ficou mais feliz de ir lá: o Breno. Tava igual criança em manhã de natal andando pelas galerias do mausoléu (frase estranha essa, né?).
Eu, o Breno e a galera lá atrás!

Eu, o Breno e a galera lá atrás!


A segunda, ainda com o Breno, para mostrar o tamanho aproximado das estátuas. Esse aí na foto é o “kneeling archer” ou arqueiro ajoelhado.
Breno e o Arqueiro de Terracota

Breno e o Arqueiro de Terracota


O mais interessante é notar os detalher mesmo… O cuidado com o acabamento, o cabelo, os sapatos, as roupas. E tinha algumas que ainda tinham traços da coloração feita na época!
Ainda hoje tá super na moda com essas tranças!

Ainda hoje tá super na moda com essas tranças!


Detalhe da botinha antiderrapante: segurança acima de tudo!

Detalhe da botinha antiderrapante: segurança acima de tudo!


Lógico que existem contratempos em um lugar desse tamanho e imponência, né?
Ainda tem muitos guerreiros que não foram restaurados, outros que foram danificados por aquele terremoto de 2008 e teve ainda um general doidão que incendiou o mausoléu do Qin numa revolução ocorrida apenas 5 anos depois de sua morte.
Vítimas de incêndios ou terremotos...

Vítimas de incêndios ou terremotos...


Então é isso! O Exército de Terracota do Imperador Qin! A viagem para XiAn foi motivada por esse local, a gente aproveitou muito e conheceu muita coisa que nem imaginávamos sobre a cultura chinesa.
Mas ainda não acabooou! Ainda tem mais coisinhas para contar sobre essa viagem… Mas isso fica para o próximo post!
Bye-Bye

Bye-Bye

Edição: achei uma foto super engraçada aqui que não tinha colocado no post original – eu e o Breno de Guerreiros de Terracota!

Nós, guerreiros!

Nós, guerreiros!

Published in: on 27/07/2010 at 17:57  Comments (7)  
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Museu Banpo

Depois de demorar praticamente um mês para atualizar… Não, eu ainda não vou falar sobre os Guerreiros de Terracota. Mas, sabe como é, né? Antes de ir lá a gente visitou o Museu Banpo e eu tô tentando manter a ordem cronológica da coisa toda…!
Mas então. O Museu Banpo é um sítio arqueológico de mais de 6000 anos de idade… É incrível chegar num lugar e ver onde as pessoas viveram há tanto tempo!

Eu e a Fê na entrada do Museu

Eu e a Fê na entrada do Museu

E é super legal lá… É possível ver a fundação das casas, a organização de toda uma sociedade do período Neolítico e até a entender um pouco a maneira como eles viviam.
As casas eram provavelmente feitas de madeira e barro, em formatos circulares e com uma espécie de buraco mais fundo no solo para armazenar a comida e manter os alimentos frescos e outro buraco no centro da casa para manter uma fogueira que aquecia todos.

Eu e o Breno com as fundações das casas ao fundo.

Eu e o Breno com as fundações das casas ao fundo.

E o mais legal é que as escavações descobriram algumas relíquias praticamente intactas, que ajudou muito no estudo da história do povo. Por exemplo: quando alguém morria, mas tinha levado uma vida boa e era uma boa pessoa, era enterrado virado para cima (como hoje em dia) e com uma porção de objetos pessoais, vasos de cerâmicas e outras coisas que poderia precisar “do outro lado”.

Restos mortais de uma "boa pessoa"

Restos mortais de uma "boa pessoa"

Mas se o morto fosse alguém ruim, um assassino ou mesmo um traidor ou ladrão, era enterrado com o rosto virado para baixo e sem objetos pessoais para acompanhar. O fato de enterrar para baixo é que fica mais rápido de ir para o inferno, pegou? (Tá, isso é coisa que eu pensei, ninguém falou pra mim mas eu achei uma conclusão lógica!).

Restos mortais de uma "pessoa ruim"

Restos mortais de uma "pessoa ruim"

Então, é isso… O Museu Banpo! Agora eu prometo, o próximo post realmente é sobre os Exército de Terracota.

Mas antes que eu me esqueça… Como em todos os outros lugares na China e no mundo, tem lojinhas de todos os tipos na saída do museu. Inclusive tem uma que vende pinturas de fazendeiros que vivem na região…
Só queria saber o que passa na cabeça do que pintou essa imagem abaixo:

Xixi, que delícia!

Xixi, que delícia!

Published in: on 21/07/2010 at 18:51  Comments (5)  
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Han Wang

Domingo nós fomos à Han Wang. A demora do post se justifica pela falta de vontade de arrumar as fotos para mostrar.
Seguinte: Hanwang, cidade de 60 mil habitantes, fica a cerca de 30 km de Wenchuan, onde ocorreu o epicentro do terremoto de 2008 aqui na China. E aproximadamente 80km da cidade onde a gente está morando.
Pois então. No sábado 4 amigos nossos (3 chineses e um francês) nos convidaram para ir lá. De acordo com eles, a gente ia para ver um monumento, uma homenagem que foi feita aos mortos no terremoto. Só que a idéia de homenagem para eles é diferente da nossa. Chegando lá, tudo o que tinha era uma cidade fantasma, abandonada do jeito que tinha ficado após o terremoto. Todas as ruínas, os prédios, as casas destruídas e objetos que foram largados para trás.

Terremoto

Entrada da cidade.


E a gente lá. Passeando. Pois é. Se eu soubesse como seria de fato, provavelmente não teria ido. Se bem que acho que foi o único jeito de realmente entender como eles vêem a morte. E mesmo assim acho que ainda não entendi direito.
Na cabeça deles, as ruínas são um sinal de esperança. Sei lá de onde que eles tiraram isso. Mas é o que eles acham. E eles vão manter intactas as ruínas de um terremoto que matou mais de 60 mil pessoas, deixou mais de 350 mil machucados e outros 20 mil ainda desaparecidos. Isso mesmo: onde a gente estava tinha corpos embaixo, de milhares de pessoas que não foram achadas nos destroços.
Escolinha

Escola infantil em meio aos destroços.


Além disso, as ruínas serão usadas para estudo de engenharia, para saber qual o impacto causado nos prédios. Isso e outras coisas mais que eles acham que podem aprender com aquilo lá.
E fica ainda mais estranho. A cidade é completamente deserta, abandonada. Parece mesmo uma cidade fantasma. Só ficam por lá alguns policiais e funcionários que vigiam a ruína e auxiliam os “turistas”. E os vendedores. Tem banquinhas de vendedores lá. Umas seis ou mais bancas. E o que eles vendem? DVDs do dia do terremoto. É, pois é. E ficam passando isso lá o tempo todo, relembrando todo o fato. E as pessoas compram esse DVD e levam pra casa. Eu achei bizarro. Isso foi uma coisa que eu não consegui entender de maneira alguma.
DVD

Venda de DVDs.


Mas é isso. No mais, vou colocar o restante das fotos no flickr. Vale a pena ver, pra quem tiver curiosidade.

Published in: on 14/04/2010 at 7:52  Comments (6)  
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